A redução na taxa básica de juros, a SELIC, é um dos instrumentos de políticas monetárias que o governo dispõe para alavancar a economia nacional. No Brasil no entanto, essa prática tem surtido pouco efeito, pois a taxa selic é apenas uma referência, estando bastante distante das taxas de juros da “economia real”.
São os empréstimos e financiamentos feitos pelas pessoas físicas e jurídicas através dos bancos e das empresas (financeiras ou não-financeiras) que colocam dinheiro no mercado fazendo a economia do país crescer e gera mais emprego e renda. Com o custo do dinheiro alto, as empresas e pessoas físicas ficam temerosas em contrair dívidas para fazer novos investimentos e/ou comprar bens de consumo durável.
Desde dezembro/08, o Copom (Comitê de política monetária) reduziu a taxa selic de 13,75% para os atuais 8,75%, ou seja, redução de 5 pontos percentuais ou 36,36% de queda real.
Por outro lado as taxas de juros da economia real continuam na estratosfera, o abominável spread bancário, diferença entre a taxa de juros que as instituições financeiras pagam na captação do dinheiro e a que cobram dos clientes, vem caindo em ritmo bem mais lento que o juro básico da economia (Selic). Segundo dados do Banco Central (BC), o spread médio praticado pelos bancos caiu de 30,5% em janeiro para 27,2% em junho, ou seja, redução de 3,3% pontos percentuais, ou 10,82%. A diferença entre a redução da selic e a redução dos juros bancários no período de dezembro/09 a julho/09 é de 1,7 pontos percentuais ou 34%, é sso mesmo, mais de 1/3. Pergunta-se: Isso se deve à inadimplência, que ainda está em ascensão? Ou os bancos aproveitam que o produto que vendem (dinheiro) está escasso para cobrar mais caro.?
O debate sobre spread bancário não é novo no Brasil, mas tende a crescer por causa da queda da Selic para níveis historicamente baixos. Uma simulação feita pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) indica, por exemplo, que o juro médio cobrado no comércio fica em 106% ao ano com a Selic atual, de 8,75%. Ou seja, o financiamento equivale a mais de 12 vezes a taxa básica do País.
Segundo estudos internacionais (um deles do Fundo Monetário Internacional), o spread no Brasil é o mais alto do mundo. Os bancos atribuem essa situação a uma série de fatores: inadimplência mais elevada do que em outros países, impostos na intermediação financeira, depósitos compulsórios e despesas administrativas. O governo, por sua vez , avalia que o que falta é concorrência no setor.
Os dados da taxa de inadimplência do mês de julho/09, desmente com veemência as argumentações dos bancos. Na média do crédito livre, a inadimplência cresceu pelo sétimo mês seguido passando, no entanto, de 5,5% para 5,7% (parcelas de empréstimos com atraso superiores a 90 dias). Com esse, pequeno aumento, de apenas 0,2%, a inadimplência do crédito livre retoma o nível recorde da série histórica, que havia sido observado em setembro de 2000. O aumento da inadimplência foi liderado em junho pelas operações destinadas às empresas. Nesse segmento, a taxa subiu de 3,2% em maio para 3,4% em junho. Entre as pessoas físicas, o porcentual seguiu estável em 8,6%. Ou seja, não se justifica a diferença de 27,20% (taxa cobrada pelos bancos) para a taxa de re-empréstimo (8,75%) que é a Selic.
Em junho/09 temos as seguintes taxas de juros médias: cheque especial em 139,24%, ao passo que os do cartão de crédito chega a 237,93%, crédito direto ao consumidor 38,96%, empréstimos pessoal 85,84%, a taxa média de empréstimos das financeiras 256,33%, desconto de duplicatas 50,57%, descontos de cheques 52,14%, capital de giro 53,43% e por fim, cheque especial pessoa jurídica 79,29%.
Mesmo com todas as pressões feitas pela Sr. Lula da Silva, as taxas do Bancão do Brasil e da Caixa Econômica continuam no mesmo patamar dos demais bancos privados, assim não há concorrência certa. Como disse no inicio, o objetivo do governo com os corte dos juros básicos, é que os bancos façam o mesmo para os consumidores e empresas, afim de estimular o consumo, diante da desaceleração do ritmo de atividade que dominou a economia desde o fim do ano passado, provocada pela crise financeira internacional. Porém o que ocorre é que dos dez bancos pesquisados pela Fundação Procon-SP, oito reduziram os juros do empréstimo pessoal e dois mantiveram as taxas no mês passado. Na lista das instituições que cortaram os juros neste mês estão os bancos Safra, Nossa Caixa, Santander, Real, Itaú, Bradesco, HSBC e o próprio Banco do Brasil (BB).
No empréstimo pessoal, o maior corte da taxa foi efetuado pelo banco Safra, de 1 ponto percentual, de 6,90% para 5,90% ao mês, seguido por Nossa Caixa, com redução de 0,32 ponto., de 4,90% para 4,58%. BB, que tem sido pressionado pelo governo para reduzir as taxas, alterou de 4,60% para 4,58%, decréscimo de 0,02 ponto percentual ante abril. A Caixa, outro banco público federal, manteve as taxas de crédito pessoal. No o cheque especial, a maior redução foi da Nossa Caixa, de 8,80% para 7,82%. Apesar do corte nos juros médios do empréstimo pessoal e do cheque especial, a Fundação Procon-SP, pondera ainda que as taxas ao consumidor ainda são altas.
Ainda sobre o Banco do Brasil, como já comentado, a queda dos juros no empréstimo pessoal foi irrisória. A taxa estava em 4,60% ao mês em abril e caiu para 4,58% em maio. A redução de 0,02 ponto porcentual só perde para o corte feito pelo HSBC, que foi de 0,01 ponto porcentual no mesmo período. Mas, no caso do cheque especial, o BB está entre os três bancos que não cortaram os juros no mês de maio
Veja abaixo um quadro comparativo elaborado pelo Eng. Eng. Pedro P. Kudlinski (MBA)
OS BANCOS COMPRAM (Taxa Básica) CADA R$ 100,00 DO DINHEIRO ALHEIO POR R$ 8,75 POR ANO E O VENDEM (Taxa de Financiamento) por R$ 80,00 (5% ao mês no mínimo). Lucro de 814% no ano para o sistema financeiro sem muito trabalho, prática que nem exige tanta habilidade do segmento produtivo da economia. Exclusive todos os demais aumentos nas margens de lucro a exemplo das tarifas bancárias, taxas de administração, também de fundos de investimentos, etc., etc.. O SISTEMA FINANCEIRO PRIVADO BRASILEIRO - o mais lucrativo de todo o universo -, PRECISA DE UMA PROFUNDA E RADICAL REFORMA, antes de quaisquer outras. PRINCIPIANDO PELO BANCO CENTRAL DO BRASIL. Desde 1995, os bancos não páram de bater e superar todos os recordes em lucratividade. Desde 1995, temos tido os menores ou os piores crescimentos da economia mundial. COINCIDÊNCIA OU PURA LÓGICA? Não fosse a mudança de metodologia (sic)do PIB estaríamos amargando recessões de 4% a 5% ao ano.
Pelo jeito teremos que continuar rezando e muito para o salário reder até o final do mês, pois se precisarmos de empréstimo...como bem disse o nosso presidente, vamos todos “sifu”...
Fontes Bibliográficas:
Jornal O Estado de São Paulo de 22 de maio de 2009, & 27 de julho de 2009;
Jornal Valor Econômico de 22 de maio de 2009, & 24 de julho de 2009;
Jornal Folha de São Paulo de 22 de maio de 2009.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
terça-feira, 28 de julho de 2009
Desafios das Empresas com a “terceira idade”
No Brasil, a expectativa de vida já é de 68 anos para homens e 76 para mulheres. Para os que chegam aos 60 anos, à esperança de vida é ainda maior: as mulheres ganham mais 23, indo aos 83 anos e os homens, 19 ou 79 anos.
Dados revelam que, entre 1940 e 2006, o número de idosos no país aumentou 11 vezes. E o mais curioso é que a população com mais de 80 anos é a que mais cresce. O Brasil já tem 18,5 milhões de pessoas acima dos 60 anos. Para 2020 estima-se que serão 30 milhões, podendo chegar a 64 milhões em 2050, ou até 30% da população total.
A grande maioria considera que vive o melhor momento de suas vidas. Prezam sua independência financeira, valorizam suas experiências e, mesmo que apresentem limitações físicas, não as consideram incapacitantes. No geral, acham um privilégio o fato de terem envelhecido. Muitos no entanto reclamam de preconceito e sentem-se desvalorizados pelos mais jovens. Também se queixam muito do transporte público e de serviços médicos. Gostam de estar com a família, mas não querem mais ter obrigações. E, o principal: não querem depender dos filhos, fazendo questão de manter sua autoridade e autonomia financeira e social.
Quatro em cada cinco idosos são os principais responsáveis pelo sustento da casa onde moram, principalmente nas classes mais baixas, em que a aposentadoria tem um peso significativo na renda familiar.
A última pesquisa sobre longevidade, entrevistou cerca 2 mil pessoas das classes A, B e C em seis cidades de todas as regiões do País, com exceção da região Norte. Também foram realizados grupos focais e pesquisas etnográficas durante os anos de 2008 e 2009. Segundo o Professor José Libânio, na classe C, 82% das pessoas com mais de 60 anos, a chamada “terceira idade” mantém os lares. Na classe A o percentual é de 80% e de 76% na classe B. Para as classes mais pobres, o fato de poder contar com uma renda certa e segura, faz toda a diferença. A partir da aposentadoria, a renda se torna constante, ou seja, até a morte.
A pesquisa mostra que, para os idosos, as piores coisas de envelhecer são: doenças físicas (53%), ser desrespeitado (20%) e a solidão (15%). Por outro lado, 78% discordam que a velhice é um tipo de doença. Para 73% dos entrevistados, ser idoso é motivo de tranqüilidade. Para 30%, a velhice é sinônimo de preocupação. Três em cada quatro consideram que o melhor de envelhecer é não ter horário para nada.
A grande maioria na faixa que vai dos 60 aos 73 anos, não gostam de ser tratados como “idosos” nem tão pouco de diferenciação de tratamento ou comprimento “senhor ou senhora” preferem ser chamados de você, sobretudo as mulheres.
Os velhos estereótipos de acessórios de moda associados a “terceira idade” como “chapéus”, “bengalas”, “dentaduras”, “xales”, “calças com suspensórios”, “cadeira de balanço” entre outros, deixaram a muito de fazer parte do dia a dia dos sessentões. Atualmente, homens e mulheres que passaram dos 60 anos, estão voltando às universidades para estudar, arte (pintura, música), língua estrangeira e até mesmo uma profissão que ficou perdida num sonho de juventude (medicina, advocacia, engenharia etc.).
Os sessentões de hoje se organizam em excussões para viajar, assistir teatro, shows musicais etc. Gostam de se vestir alegremente, fugindo do tradicional “tons pastéis”. O Turismo, sem dúvida, é o segmento que mais crescer com essa nova forma de consumo e de estilo de vida da “terceira idade”. É evidente no entanto que para viajar, é preciso todo um planejamento. Diferentemente dos jovens que com um par de tênis, duas bermudas, uma calça e algumas camisetas da à volta ao mundo, os mais “experientes” gostam de organizar tudo antes de sair para “novas aventuras”. Escolhem cuidadosamente os roteiros, os meios de transportes, as hospedagens, as companhias e claro, as roupas, os acessórios e os mimos como máquinas fotográficas e câmeras de vídeo.
O GRANDE desafio das empresas reside ai. Como conquistar essa “massa ávida por consumo” tratando-a de maneira individual e personalizada (respeitando suas limitações físicas, sócias e econômicas), e ao mesmo tempo sem tratá-las de forma “diferenciada”, “excludente” das demais pessoas. Ou seja, se eu vendo roupa, tenho que ter camisas que vistam de forma jovial um homem ou mulher de 60 anos sem no entanto perder de vista o conforto, a leveza e a descrição que eles merecem, no entanto, não posso criar padrões distintos entre as suas vestimentas e a dos demais homens e mulheres de menor idade, pois isso seria exclusão, e os sessentões de hoje não aceitam serem diferenciados (excluídos, rotulados) em relação aos mais jovens. Se abrir uma casa de dança só para sessentões, muitos não irão para não se sentirem mais “velhos” ainda. Se no entanto, é voltada para publico mais jovens isso pode afugentá-los, pois serão destacados na multidão.
Eis o desafio aos “marqueteiros” e aos grandes empresários – conquistar e cativar o público de alto poder de consumo que é a “terceira idade” com produtos que sirvam para o perfil deles, mas que não sejam exclusivos para eles, produtos diferenciados, mas que não os rotulem como “velhos” ou pior “coroas”.
E a pergunta que fica é: Sua empresa tem funcionários treinados para lidar com esse público? Tem produtos adequados? Você sabe quanto vende para esse público? Sua propaganda alcança esse público? Você faz parte desse público e nem se deu conta? Está mais do que na hora de rever seus conceitos de empresário e cidadão...
No Brasil, a expectativa de vida já é de 68 anos para homens e 76 para mulheres. Para os que chegam aos 60 anos, à esperança de vida é ainda maior: as mulheres ganham mais 23, indo aos 83 anos e os homens, 19 ou 79 anos.
Dados revelam que, entre 1940 e 2006, o número de idosos no país aumentou 11 vezes. E o mais curioso é que a população com mais de 80 anos é a que mais cresce. O Brasil já tem 18,5 milhões de pessoas acima dos 60 anos. Para 2020 estima-se que serão 30 milhões, podendo chegar a 64 milhões em 2050, ou até 30% da população total.
A grande maioria considera que vive o melhor momento de suas vidas. Prezam sua independência financeira, valorizam suas experiências e, mesmo que apresentem limitações físicas, não as consideram incapacitantes. No geral, acham um privilégio o fato de terem envelhecido. Muitos no entanto reclamam de preconceito e sentem-se desvalorizados pelos mais jovens. Também se queixam muito do transporte público e de serviços médicos. Gostam de estar com a família, mas não querem mais ter obrigações. E, o principal: não querem depender dos filhos, fazendo questão de manter sua autoridade e autonomia financeira e social.
Quatro em cada cinco idosos são os principais responsáveis pelo sustento da casa onde moram, principalmente nas classes mais baixas, em que a aposentadoria tem um peso significativo na renda familiar.
A última pesquisa sobre longevidade, entrevistou cerca 2 mil pessoas das classes A, B e C em seis cidades de todas as regiões do País, com exceção da região Norte. Também foram realizados grupos focais e pesquisas etnográficas durante os anos de 2008 e 2009. Segundo o Professor José Libânio, na classe C, 82% das pessoas com mais de 60 anos, a chamada “terceira idade” mantém os lares. Na classe A o percentual é de 80% e de 76% na classe B. Para as classes mais pobres, o fato de poder contar com uma renda certa e segura, faz toda a diferença. A partir da aposentadoria, a renda se torna constante, ou seja, até a morte.
A pesquisa mostra que, para os idosos, as piores coisas de envelhecer são: doenças físicas (53%), ser desrespeitado (20%) e a solidão (15%). Por outro lado, 78% discordam que a velhice é um tipo de doença. Para 73% dos entrevistados, ser idoso é motivo de tranqüilidade. Para 30%, a velhice é sinônimo de preocupação. Três em cada quatro consideram que o melhor de envelhecer é não ter horário para nada.
A grande maioria na faixa que vai dos 60 aos 73 anos, não gostam de ser tratados como “idosos” nem tão pouco de diferenciação de tratamento ou comprimento “senhor ou senhora” preferem ser chamados de você, sobretudo as mulheres.
Os velhos estereótipos de acessórios de moda associados a “terceira idade” como “chapéus”, “bengalas”, “dentaduras”, “xales”, “calças com suspensórios”, “cadeira de balanço” entre outros, deixaram a muito de fazer parte do dia a dia dos sessentões. Atualmente, homens e mulheres que passaram dos 60 anos, estão voltando às universidades para estudar, arte (pintura, música), língua estrangeira e até mesmo uma profissão que ficou perdida num sonho de juventude (medicina, advocacia, engenharia etc.).
Os sessentões de hoje se organizam em excussões para viajar, assistir teatro, shows musicais etc. Gostam de se vestir alegremente, fugindo do tradicional “tons pastéis”. O Turismo, sem dúvida, é o segmento que mais crescer com essa nova forma de consumo e de estilo de vida da “terceira idade”. É evidente no entanto que para viajar, é preciso todo um planejamento. Diferentemente dos jovens que com um par de tênis, duas bermudas, uma calça e algumas camisetas da à volta ao mundo, os mais “experientes” gostam de organizar tudo antes de sair para “novas aventuras”. Escolhem cuidadosamente os roteiros, os meios de transportes, as hospedagens, as companhias e claro, as roupas, os acessórios e os mimos como máquinas fotográficas e câmeras de vídeo.
O GRANDE desafio das empresas reside ai. Como conquistar essa “massa ávida por consumo” tratando-a de maneira individual e personalizada (respeitando suas limitações físicas, sócias e econômicas), e ao mesmo tempo sem tratá-las de forma “diferenciada”, “excludente” das demais pessoas. Ou seja, se eu vendo roupa, tenho que ter camisas que vistam de forma jovial um homem ou mulher de 60 anos sem no entanto perder de vista o conforto, a leveza e a descrição que eles merecem, no entanto, não posso criar padrões distintos entre as suas vestimentas e a dos demais homens e mulheres de menor idade, pois isso seria exclusão, e os sessentões de hoje não aceitam serem diferenciados (excluídos, rotulados) em relação aos mais jovens. Se abrir uma casa de dança só para sessentões, muitos não irão para não se sentirem mais “velhos” ainda. Se no entanto, é voltada para publico mais jovens isso pode afugentá-los, pois serão destacados na multidão.
Eis o desafio aos “marqueteiros” e aos grandes empresários – conquistar e cativar o público de alto poder de consumo que é a “terceira idade” com produtos que sirvam para o perfil deles, mas que não sejam exclusivos para eles, produtos diferenciados, mas que não os rotulem como “velhos” ou pior “coroas”.
E a pergunta que fica é: Sua empresa tem funcionários treinados para lidar com esse público? Tem produtos adequados? Você sabe quanto vende para esse público? Sua propaganda alcança esse público? Você faz parte desse público e nem se deu conta? Está mais do que na hora de rever seus conceitos de empresário e cidadão...
Dados revelam que, entre 1940 e 2006, o número de idosos no país aumentou 11 vezes. E o mais curioso é que a população com mais de 80 anos é a que mais cresce. O Brasil já tem 18,5 milhões de pessoas acima dos 60 anos. Para 2020 estima-se que serão 30 milhões, podendo chegar a 64 milhões em 2050, ou até 30% da população total.
A grande maioria considera que vive o melhor momento de suas vidas. Prezam sua independência financeira, valorizam suas experiências e, mesmo que apresentem limitações físicas, não as consideram incapacitantes. No geral, acham um privilégio o fato de terem envelhecido. Muitos no entanto reclamam de preconceito e sentem-se desvalorizados pelos mais jovens. Também se queixam muito do transporte público e de serviços médicos. Gostam de estar com a família, mas não querem mais ter obrigações. E, o principal: não querem depender dos filhos, fazendo questão de manter sua autoridade e autonomia financeira e social.
Quatro em cada cinco idosos são os principais responsáveis pelo sustento da casa onde moram, principalmente nas classes mais baixas, em que a aposentadoria tem um peso significativo na renda familiar.
A última pesquisa sobre longevidade, entrevistou cerca 2 mil pessoas das classes A, B e C em seis cidades de todas as regiões do País, com exceção da região Norte. Também foram realizados grupos focais e pesquisas etnográficas durante os anos de 2008 e 2009. Segundo o Professor José Libânio, na classe C, 82% das pessoas com mais de 60 anos, a chamada “terceira idade” mantém os lares. Na classe A o percentual é de 80% e de 76% na classe B. Para as classes mais pobres, o fato de poder contar com uma renda certa e segura, faz toda a diferença. A partir da aposentadoria, a renda se torna constante, ou seja, até a morte.
A pesquisa mostra que, para os idosos, as piores coisas de envelhecer são: doenças físicas (53%), ser desrespeitado (20%) e a solidão (15%). Por outro lado, 78% discordam que a velhice é um tipo de doença. Para 73% dos entrevistados, ser idoso é motivo de tranqüilidade. Para 30%, a velhice é sinônimo de preocupação. Três em cada quatro consideram que o melhor de envelhecer é não ter horário para nada.
A grande maioria na faixa que vai dos 60 aos 73 anos, não gostam de ser tratados como “idosos” nem tão pouco de diferenciação de tratamento ou comprimento “senhor ou senhora” preferem ser chamados de você, sobretudo as mulheres.
Os velhos estereótipos de acessórios de moda associados a “terceira idade” como “chapéus”, “bengalas”, “dentaduras”, “xales”, “calças com suspensórios”, “cadeira de balanço” entre outros, deixaram a muito de fazer parte do dia a dia dos sessentões. Atualmente, homens e mulheres que passaram dos 60 anos, estão voltando às universidades para estudar, arte (pintura, música), língua estrangeira e até mesmo uma profissão que ficou perdida num sonho de juventude (medicina, advocacia, engenharia etc.).
Os sessentões de hoje se organizam em excussões para viajar, assistir teatro, shows musicais etc. Gostam de se vestir alegremente, fugindo do tradicional “tons pastéis”. O Turismo, sem dúvida, é o segmento que mais crescer com essa nova forma de consumo e de estilo de vida da “terceira idade”. É evidente no entanto que para viajar, é preciso todo um planejamento. Diferentemente dos jovens que com um par de tênis, duas bermudas, uma calça e algumas camisetas da à volta ao mundo, os mais “experientes” gostam de organizar tudo antes de sair para “novas aventuras”. Escolhem cuidadosamente os roteiros, os meios de transportes, as hospedagens, as companhias e claro, as roupas, os acessórios e os mimos como máquinas fotográficas e câmeras de vídeo.
O GRANDE desafio das empresas reside ai. Como conquistar essa “massa ávida por consumo” tratando-a de maneira individual e personalizada (respeitando suas limitações físicas, sócias e econômicas), e ao mesmo tempo sem tratá-las de forma “diferenciada”, “excludente” das demais pessoas. Ou seja, se eu vendo roupa, tenho que ter camisas que vistam de forma jovial um homem ou mulher de 60 anos sem no entanto perder de vista o conforto, a leveza e a descrição que eles merecem, no entanto, não posso criar padrões distintos entre as suas vestimentas e a dos demais homens e mulheres de menor idade, pois isso seria exclusão, e os sessentões de hoje não aceitam serem diferenciados (excluídos, rotulados) em relação aos mais jovens. Se abrir uma casa de dança só para sessentões, muitos não irão para não se sentirem mais “velhos” ainda. Se no entanto, é voltada para publico mais jovens isso pode afugentá-los, pois serão destacados na multidão.
Eis o desafio aos “marqueteiros” e aos grandes empresários – conquistar e cativar o público de alto poder de consumo que é a “terceira idade” com produtos que sirvam para o perfil deles, mas que não sejam exclusivos para eles, produtos diferenciados, mas que não os rotulem como “velhos” ou pior “coroas”.
E a pergunta que fica é: Sua empresa tem funcionários treinados para lidar com esse público? Tem produtos adequados? Você sabe quanto vende para esse público? Sua propaganda alcança esse público? Você faz parte desse público e nem se deu conta? Está mais do que na hora de rever seus conceitos de empresário e cidadão...
No Brasil, a expectativa de vida já é de 68 anos para homens e 76 para mulheres. Para os que chegam aos 60 anos, à esperança de vida é ainda maior: as mulheres ganham mais 23, indo aos 83 anos e os homens, 19 ou 79 anos.
Dados revelam que, entre 1940 e 2006, o número de idosos no país aumentou 11 vezes. E o mais curioso é que a população com mais de 80 anos é a que mais cresce. O Brasil já tem 18,5 milhões de pessoas acima dos 60 anos. Para 2020 estima-se que serão 30 milhões, podendo chegar a 64 milhões em 2050, ou até 30% da população total.
A grande maioria considera que vive o melhor momento de suas vidas. Prezam sua independência financeira, valorizam suas experiências e, mesmo que apresentem limitações físicas, não as consideram incapacitantes. No geral, acham um privilégio o fato de terem envelhecido. Muitos no entanto reclamam de preconceito e sentem-se desvalorizados pelos mais jovens. Também se queixam muito do transporte público e de serviços médicos. Gostam de estar com a família, mas não querem mais ter obrigações. E, o principal: não querem depender dos filhos, fazendo questão de manter sua autoridade e autonomia financeira e social.
Quatro em cada cinco idosos são os principais responsáveis pelo sustento da casa onde moram, principalmente nas classes mais baixas, em que a aposentadoria tem um peso significativo na renda familiar.
A última pesquisa sobre longevidade, entrevistou cerca 2 mil pessoas das classes A, B e C em seis cidades de todas as regiões do País, com exceção da região Norte. Também foram realizados grupos focais e pesquisas etnográficas durante os anos de 2008 e 2009. Segundo o Professor José Libânio, na classe C, 82% das pessoas com mais de 60 anos, a chamada “terceira idade” mantém os lares. Na classe A o percentual é de 80% e de 76% na classe B. Para as classes mais pobres, o fato de poder contar com uma renda certa e segura, faz toda a diferença. A partir da aposentadoria, a renda se torna constante, ou seja, até a morte.
A pesquisa mostra que, para os idosos, as piores coisas de envelhecer são: doenças físicas (53%), ser desrespeitado (20%) e a solidão (15%). Por outro lado, 78% discordam que a velhice é um tipo de doença. Para 73% dos entrevistados, ser idoso é motivo de tranqüilidade. Para 30%, a velhice é sinônimo de preocupação. Três em cada quatro consideram que o melhor de envelhecer é não ter horário para nada.
A grande maioria na faixa que vai dos 60 aos 73 anos, não gostam de ser tratados como “idosos” nem tão pouco de diferenciação de tratamento ou comprimento “senhor ou senhora” preferem ser chamados de você, sobretudo as mulheres.
Os velhos estereótipos de acessórios de moda associados a “terceira idade” como “chapéus”, “bengalas”, “dentaduras”, “xales”, “calças com suspensórios”, “cadeira de balanço” entre outros, deixaram a muito de fazer parte do dia a dia dos sessentões. Atualmente, homens e mulheres que passaram dos 60 anos, estão voltando às universidades para estudar, arte (pintura, música), língua estrangeira e até mesmo uma profissão que ficou perdida num sonho de juventude (medicina, advocacia, engenharia etc.).
Os sessentões de hoje se organizam em excussões para viajar, assistir teatro, shows musicais etc. Gostam de se vestir alegremente, fugindo do tradicional “tons pastéis”. O Turismo, sem dúvida, é o segmento que mais crescer com essa nova forma de consumo e de estilo de vida da “terceira idade”. É evidente no entanto que para viajar, é preciso todo um planejamento. Diferentemente dos jovens que com um par de tênis, duas bermudas, uma calça e algumas camisetas da à volta ao mundo, os mais “experientes” gostam de organizar tudo antes de sair para “novas aventuras”. Escolhem cuidadosamente os roteiros, os meios de transportes, as hospedagens, as companhias e claro, as roupas, os acessórios e os mimos como máquinas fotográficas e câmeras de vídeo.
O GRANDE desafio das empresas reside ai. Como conquistar essa “massa ávida por consumo” tratando-a de maneira individual e personalizada (respeitando suas limitações físicas, sócias e econômicas), e ao mesmo tempo sem tratá-las de forma “diferenciada”, “excludente” das demais pessoas. Ou seja, se eu vendo roupa, tenho que ter camisas que vistam de forma jovial um homem ou mulher de 60 anos sem no entanto perder de vista o conforto, a leveza e a descrição que eles merecem, no entanto, não posso criar padrões distintos entre as suas vestimentas e a dos demais homens e mulheres de menor idade, pois isso seria exclusão, e os sessentões de hoje não aceitam serem diferenciados (excluídos, rotulados) em relação aos mais jovens. Se abrir uma casa de dança só para sessentões, muitos não irão para não se sentirem mais “velhos” ainda. Se no entanto, é voltada para publico mais jovens isso pode afugentá-los, pois serão destacados na multidão.
Eis o desafio aos “marqueteiros” e aos grandes empresários – conquistar e cativar o público de alto poder de consumo que é a “terceira idade” com produtos que sirvam para o perfil deles, mas que não sejam exclusivos para eles, produtos diferenciados, mas que não os rotulem como “velhos” ou pior “coroas”.
E a pergunta que fica é: Sua empresa tem funcionários treinados para lidar com esse público? Tem produtos adequados? Você sabe quanto vende para esse público? Sua propaganda alcança esse público? Você faz parte desse público e nem se deu conta? Está mais do que na hora de rever seus conceitos de empresário e cidadão...
sábado, 18 de julho de 2009
Show de Caetano Veloso - zii & zie
O novo show de Caetano Veloso, zii & zie, apresentando ontem no espaço Mega Fest em Feira de Santana, durou exatamente 1:35Hs. Marcado para as 21:00hs, começou as 22:20hs. Um show enxutíssimo, ao lado da ótima Banda Cê formada por Pedro Sá (guitarra), Marcelo Callado (baixo e teclado) e Ricardo Dias Gomes (bateria e segunda voz), Caetano estava na sua melhor forma, dançou, correu de um lado ao outro do palco, pulou, gritou, fez caras e bocas e claro, encantou a todos.
Caetano mesclou as novas canções com algumas pérolas antigas, começou cantando o “pagodão” – tem que ser viola, tem que ser viola – e emendou com – kudoro, kuduro - . Ele reinterpretou, no formato de “transambas” ou “transrocks”, clássicos do repertório de Clementina de Jesus e outros de sua autoria, como a insuperável “Trem das cores”, "Irene", "Eu Sou Neguinha?" – um dos momentos mágicos do show, onde todos ficavam eufóricos esperando a hora do refrão, e "Não Identificado".
Do CD novo destaque para canções como "A Cor Amarela", a mais pop do disco. "Menina da Ria", contrapondo a clássica "Menino do Rio", "Tarado Ni Você" , "A Base de Guantánamo" uma espécie de irmã gringa de "Noites do Norte". A mais bonita de todas "Lapa" "Cool e popular". Teve também as faixas "Perdeu" que conta a história barra-pesada de um garoto que cresce na favela ("Cresceu, vingou, permaneceu, aprendeu nas bordas da favela / Mandou, julgou, condenou, salvou, executou, soltou, prendeu..."), uma linda poesia concreta no melhor estilo Arnaldo Antunes. "Sem Cais", música que Caetano compôs com o guitarrista Pedro Sá, resultou em uma das melhores canções de "Zii e Zie". Pedro Sá também se destaca na minimalista "Por Quem?". Teve por fim, "Incompatibilidade de Gênios" e "Ingenuidade", que fazem parte do álbum que Clementina de Jesus gravou ao lado de Carlos Cachaça em 1976. As canções ficaram ótimas nos arranjos da guitarra de Pedro Sá. "Samba-indie" é a expressão mais correta para traduzir esse novo arranjo. "Lobão Tem Razão" ("Mas vale um lobão / Do que um leão / Meto um sincerão e nada se dá / O rock acertou / Quando você tocou com sua banda / E tamborim na escola de samba"), sem dúvida uma resposta para a canção "Para o Mano Caetano", que Lobão gravou em 2001. Tomara que Lobão replique, assim nos podemos ter mais uma ou duas boas músicas."Falso Leblon", e por fim "Diferentemente", faixa que, musicalmente, destoa do álbum, mas no show ninguém percebeu, estávamos todos encantados com CAETANO.
Após aplausos incansáveis ELE voltou e cantou divinamente “Força estranha” acompanhada em coro por todos, pena que de saidera só teve essa, o público bem que pediu mais, mas, para Caetano já tava de bom tamanho.
Caetano mesclou as novas canções com algumas pérolas antigas, começou cantando o “pagodão” – tem que ser viola, tem que ser viola – e emendou com – kudoro, kuduro - . Ele reinterpretou, no formato de “transambas” ou “transrocks”, clássicos do repertório de Clementina de Jesus e outros de sua autoria, como a insuperável “Trem das cores”, "Irene", "Eu Sou Neguinha?" – um dos momentos mágicos do show, onde todos ficavam eufóricos esperando a hora do refrão, e "Não Identificado".
Do CD novo destaque para canções como "A Cor Amarela", a mais pop do disco. "Menina da Ria", contrapondo a clássica "Menino do Rio", "Tarado Ni Você" , "A Base de Guantánamo" uma espécie de irmã gringa de "Noites do Norte". A mais bonita de todas "Lapa" "Cool e popular". Teve também as faixas "Perdeu" que conta a história barra-pesada de um garoto que cresce na favela ("Cresceu, vingou, permaneceu, aprendeu nas bordas da favela / Mandou, julgou, condenou, salvou, executou, soltou, prendeu..."), uma linda poesia concreta no melhor estilo Arnaldo Antunes. "Sem Cais", música que Caetano compôs com o guitarrista Pedro Sá, resultou em uma das melhores canções de "Zii e Zie". Pedro Sá também se destaca na minimalista "Por Quem?". Teve por fim, "Incompatibilidade de Gênios" e "Ingenuidade", que fazem parte do álbum que Clementina de Jesus gravou ao lado de Carlos Cachaça em 1976. As canções ficaram ótimas nos arranjos da guitarra de Pedro Sá. "Samba-indie" é a expressão mais correta para traduzir esse novo arranjo. "Lobão Tem Razão" ("Mas vale um lobão / Do que um leão / Meto um sincerão e nada se dá / O rock acertou / Quando você tocou com sua banda / E tamborim na escola de samba"), sem dúvida uma resposta para a canção "Para o Mano Caetano", que Lobão gravou em 2001. Tomara que Lobão replique, assim nos podemos ter mais uma ou duas boas músicas."Falso Leblon", e por fim "Diferentemente", faixa que, musicalmente, destoa do álbum, mas no show ninguém percebeu, estávamos todos encantados com CAETANO.
Após aplausos incansáveis ELE voltou e cantou divinamente “Força estranha” acompanhada em coro por todos, pena que de saidera só teve essa, o público bem que pediu mais, mas, para Caetano já tava de bom tamanho.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Momento Econômico da Bahia
MOMENTO ECONÔMICO
Nem “marolinha” nem “ tsunami”, a crise econômica mundial chegou ao Brasil e a nossa Bahia, porém os seus efeitos não foram fraquinhos, nem tão pouco devastadores. O comércio varejista do estado da Bahia no mês de maio/09 (ainda não saiu os dados de junho/09) apresentou expansão de 6,9% no Volume de Vendas em relação à igual período do ano passado.
Desde o último trimestre de 2008 o comércio varejista do estado da Bahia começou a registrar desaquecimento das vendas. Neste ano, os dados apurados pela PMC, até maio, apesar de positivos vêm apresentando crescimento num ritmo mais lento se comparados com os obtidos no mesmo período de 2008. Razão pela qual, a variação acumulada nos cinco primeiros meses deste ano situou-se em 4,3%, muito inferior à taxa de 8,8% apresentada no mesmo período do ano passado. Nos últimos 12 meses, o varejo acumulou aumento de 6,0%, quando comparado com igual período do ano anterior, o que demonstra uma franca recuperação.
Os resultados obtidos de janeiro a maio demonstraram que, as principais contribuições positivas registradas pelo setor vieram dos ramos, cujas vendas são influenciadas pela renda dos consumidores, como: Outros artigos de uso pessoal e doméstico, Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, Livros, jornais, revistas e papelaria e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos de perfumaria e cosméticos. Por outro lado, nesse período, os segmentos que dependem, essencialmente, de crédito, como: Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação e Móveis e eletrodomésticos foram os principais responsáveis pelas contribuições negativas na formação do indicador do Volume de Vendas.
Dos oito segmentos que compõem o Volume de Vendas do comercio varejista da bahia, à exceção do de Equipamentos e materiais para escritório informática e comunicação que, pelo sétimo mês consecutivo, apresentou queda nas vendas (-30,8%), os demais ramos de atividade registraram variações positivas. Os principais destaques na formação desse indicador couberam aos ramos de Outros artigos de uso pessoal e domésticos (36,2%) e Tecidos, vestuário e calçados (16,4%), seguidos de Combustíveis e lubrificantes (8,9%), Livros, jornais, revistas e papelaria (8,5%), Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (5,2%), enquanto que no subgrupo de Hipermercados e supermercados a taxa foi de (4,4%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (4,3%) e Móveis e eletrodomésticos (1,0%).
Nos ramos que não integram o indicador do varejo: Veículos, motocicletas, partes e peças, as vendas aumentaram (4,1%) e o de Material de Construção permaneceu registrando queda nas vendas (9,5%). Esses dois ramos, juntamente com o de móveis e eletrodomésticos, foram beneficiados com a redução do IPI, o setor automotivo é que vem apresentando melhor desempenho, a expectativa é que o setor de materiais de construção reaja bem agora no segundo semestre, uma vez que sazonalmente esse já é o melhor período para o setor, e esse ano, com o programa “minha casa, minha vida” a tendência é de retomada. Com a diminuição da taxa “Selic” de juros de 13,75% para 9,25%, a tendência é de uma retomada no crédito direto ao consumidor, elevando assim, o patamar de compras para produtos da chamada “linha branca” e materiais de construção.
Segundo dados da Serasa, o número de cheques sem fundo bateu recorde histórico no país até o mês de maio-09. Os cheques sem fundos assinalaram 25,2 devoluções de cheques a cada mil compensações, a maior já registrada desde 1991. Os cheques (voadores) porém não são o maior vilão da inadimplência, perdem para as dívidas com cartões de crédito e parcelas de empréstimos não pagas a financeiras.
A crise existe, veio forte, porém as medidas do governo (redução de juros, programa habitacional, redução de IPI), os dissídios coletivos, e o próprio “otimismo” dos empresários e consumidores tem atenuados os sues efeitos. Seguramente teremos um segundo semestre mais lucrativo, principalmente para aqueles que ao invés de ficarem chorando, arregaçarem as mangas e partir para vender lenço. Na vida e no comércio é sempre assim, há os que sonham e há os que ficam acordados e os realizam.
Fonte:
SUPERINTENDÊNCIA DE ESTUDOS ECONÔMICOS E SOCIAIS DA BAHIA.
Salvador: SEI, 2009.
Nem “marolinha” nem “ tsunami”, a crise econômica mundial chegou ao Brasil e a nossa Bahia, porém os seus efeitos não foram fraquinhos, nem tão pouco devastadores. O comércio varejista do estado da Bahia no mês de maio/09 (ainda não saiu os dados de junho/09) apresentou expansão de 6,9% no Volume de Vendas em relação à igual período do ano passado.
Desde o último trimestre de 2008 o comércio varejista do estado da Bahia começou a registrar desaquecimento das vendas. Neste ano, os dados apurados pela PMC, até maio, apesar de positivos vêm apresentando crescimento num ritmo mais lento se comparados com os obtidos no mesmo período de 2008. Razão pela qual, a variação acumulada nos cinco primeiros meses deste ano situou-se em 4,3%, muito inferior à taxa de 8,8% apresentada no mesmo período do ano passado. Nos últimos 12 meses, o varejo acumulou aumento de 6,0%, quando comparado com igual período do ano anterior, o que demonstra uma franca recuperação.
Os resultados obtidos de janeiro a maio demonstraram que, as principais contribuições positivas registradas pelo setor vieram dos ramos, cujas vendas são influenciadas pela renda dos consumidores, como: Outros artigos de uso pessoal e doméstico, Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, Livros, jornais, revistas e papelaria e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos de perfumaria e cosméticos. Por outro lado, nesse período, os segmentos que dependem, essencialmente, de crédito, como: Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação e Móveis e eletrodomésticos foram os principais responsáveis pelas contribuições negativas na formação do indicador do Volume de Vendas.
Dos oito segmentos que compõem o Volume de Vendas do comercio varejista da bahia, à exceção do de Equipamentos e materiais para escritório informática e comunicação que, pelo sétimo mês consecutivo, apresentou queda nas vendas (-30,8%), os demais ramos de atividade registraram variações positivas. Os principais destaques na formação desse indicador couberam aos ramos de Outros artigos de uso pessoal e domésticos (36,2%) e Tecidos, vestuário e calçados (16,4%), seguidos de Combustíveis e lubrificantes (8,9%), Livros, jornais, revistas e papelaria (8,5%), Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (5,2%), enquanto que no subgrupo de Hipermercados e supermercados a taxa foi de (4,4%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (4,3%) e Móveis e eletrodomésticos (1,0%).
Nos ramos que não integram o indicador do varejo: Veículos, motocicletas, partes e peças, as vendas aumentaram (4,1%) e o de Material de Construção permaneceu registrando queda nas vendas (9,5%). Esses dois ramos, juntamente com o de móveis e eletrodomésticos, foram beneficiados com a redução do IPI, o setor automotivo é que vem apresentando melhor desempenho, a expectativa é que o setor de materiais de construção reaja bem agora no segundo semestre, uma vez que sazonalmente esse já é o melhor período para o setor, e esse ano, com o programa “minha casa, minha vida” a tendência é de retomada. Com a diminuição da taxa “Selic” de juros de 13,75% para 9,25%, a tendência é de uma retomada no crédito direto ao consumidor, elevando assim, o patamar de compras para produtos da chamada “linha branca” e materiais de construção.
Segundo dados da Serasa, o número de cheques sem fundo bateu recorde histórico no país até o mês de maio-09. Os cheques sem fundos assinalaram 25,2 devoluções de cheques a cada mil compensações, a maior já registrada desde 1991. Os cheques (voadores) porém não são o maior vilão da inadimplência, perdem para as dívidas com cartões de crédito e parcelas de empréstimos não pagas a financeiras.
A crise existe, veio forte, porém as medidas do governo (redução de juros, programa habitacional, redução de IPI), os dissídios coletivos, e o próprio “otimismo” dos empresários e consumidores tem atenuados os sues efeitos. Seguramente teremos um segundo semestre mais lucrativo, principalmente para aqueles que ao invés de ficarem chorando, arregaçarem as mangas e partir para vender lenço. Na vida e no comércio é sempre assim, há os que sonham e há os que ficam acordados e os realizam.
Fonte:
SUPERINTENDÊNCIA DE ESTUDOS ECONÔMICOS E SOCIAIS DA BAHIA.
Salvador: SEI, 2009.
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